terça-feira, 10 de maio de 2016






sábado, 12 de setembro de 2015

Pimentel preside cerimônia de entrega da Medalha Juscelino Kubitschek

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, preside, neste sábado (12/9), às 9h, em Diamantina (MG), a solenidade da entrega da Medalha Presidente Juscelino Kubitschek.
Este ano serão agraciadas 86 personalidades. O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes, será o orador oficial.
A Medalha Presidente Juscelino Kubitschek, criada pela Lei nº 11.902, de 5 de setembro de 1995, foi entregue pela primeira vez em 1996. A comemoração coincide com o aniversário de nascimento do ex-presidente da República.

Relação de agraciados
Grande Medalha
Adalclever Ribeiro Lopes, Presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais - Ex officio
Ana Paula Nannetti Caixeta, Desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais - Promoção
Antônio Herman de Vasconcellos e Benjamin, Ministro do Superior Tribunal de Justiça
Automóvel Clube de Minas Gerais  
Durval Ângelo Andrade, Deputado Estadual - Promoção
Edílson Olímpio Fernandes, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais – Promoção
Edvanio Rosa Carneiro, Coronel PM
George Hilton dos Santos Cecílio, Ministro dos Esportes - Promoção
Gilberto Aparecido Abramo, Deputado Estadual - Promoção
Gustavo Fraga Brandão Paulus, Administrador
Helbert Figueiró de Lourdes, Chefe do Gabinete Militar do Governador do Estado de Minas Gerais
Juscelino Brasiliano Roque, Administrador de Empresas - Promoção
Luiz Cláudio da Silva Costa, Jornalista
Marco Antônio Badaró Bianchini, Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais - Promoção
Marco Aurélio Bellizze Oliveira, Ministro do Superior Tribunal de Justiça
Márvio Cristo Moreira, Coronel PM
Mauro Borges Lemos, Diretor-Presidente da Companhia Energética de Minas Gerais
Nelson Missias de Morais, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais - Promoção
Otto Roberto Mendonça de Alencar, Senador
William de Oliveira Barros, Ministro-Presidente do Superior Tribunal Militar
Wilson Hallak Rocha, Defensor Pblico do Estado de Minas Gerais - Promoção

Medalha de Honra

Ageu Azevedo Camargo, Ambientalista
Alessandro Marques, Vice-Presidente da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais
Ana Cristina Alves de Souza, Capitão PM
André Agostinho Leão de Oliveira, Subchefe do Estado-Maior da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais
Antônio Carlos de Melo, Médico
Antônio Carlos Lopes, Médico
Antônio Edvaldo Silva, Médico
Antônio Vicente Soares, 1º Tenente PM
Carlos Adriano Botelho Neves, Publicitário
Celise Barreiros Laviola Cabral de Lira, Deputada Estadual
Ciro Rocha Soares, Advogado
Domingos João Meirelles, Jornalista
Eduardo Lima Andrade Ferreira, Presidente da Companhia de Gás de Minas Gerais
Euripedes Gomes de Macedo Jnior, Administrador
Eveline Mendonça Felix Gonçalves, Juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Fabiano Augusto Martins Silveira, Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça
Fábio José de Oliveira, Deputado Estadual
Gério Patrocínio Soares, Defensor Público do Estado de Minas Gerais
Gibran Maciel da Silva, Major PM
Gilciano Saraiva Nogueira, Reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
Glauber Santos Barroso, Capitão PM
Gustavo Cheik de Figueiredo Teixeira, Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Gustavo da Silva Pires, Empresário
Helcio Zolini, Jornalista
Hélder Ângelo e Silva, Chefe do Estado-Maior do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais
Iran Almeida Barbosa, Deputado Estadual
Jacinto Guerra, Escritor
Jean Jacques Alcântara Pedra, Major PM
Jean Mark Freire Silva, Deputado Estadual
João Alberto Paixão Lages, Deputado Estadual
José Antônio Barros Munhoz, Deputado Estadual/SP
José de Carvalho Barbosa, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Jovino Campos Reis, Empresário
Jovita Maria Gomes Corrêa
Libiane Gonçalves Campos, Bacharel em Secretariado Executivo
Lorena Del Carmen Martinez, Embaixadora da República da Nicarágua
Luiz Arthur Rocha Hilário, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, Secretário-Geral da Mesa do Senado Federal
Macaé Maria Evaristo dos Santos, Secretária de Estado de Educação
Marco Antônio Bicalho, Chefe do Estado-Maior da Polícia Militar de Minas Gerais
Marco Aurélio Brescia, Doutor em Ciências Musicais
Marcos Lincoln dos Santos, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Maria do Carmo Ferreira da Silva, Diretora Regional da Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social
Maria José Haueisen Freire, Professora
Maria Lucy Neves Coelho, Professora
Mateus de Moura Lima Gomes, Vice-Presidente da Companhia Energética de Minas Gerais
Moisés Antônio Barbosa, Técnico Agropecuário
Murilo César Ferreira, Major PM
Pedro Aleixo Neto, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Peron Batista da Silva Laignier, Capitão BM
Roberto Dias de Andrade, Deputado Estadual
Roberto Turbino Campolina, Major PM
Robson Geisel da Cruz, Capitão PM
Rodrigo Melo Teixeira, Secretário de Estado Adjunto de Defesa Social
Rogério Correia de Moura Baptista, Deputado Estadual
Roseni Rosângela de Sena, Diretora da Escola de Saúde de Minas Gerais
Samuel Moreira da Silva Junior, Deputado Federal/SP
Sérgio Barboza Menezes, Superintendente Regional da Polícia Federal em Minas Gerais
Sinara Inácio Meireles Chenna, Diretora-Presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais
Tarcimara Moreira da Silva, Major PM
Ulysses Gomes de Oliveira Neto, Deputado Estadual
Wagner Alcântara Alexandre, Investigador de Polícia Civil do Estado de Minas Gerais
Wallace Caetano Pio, Major PM
Walter de Agra Jnior, Advogado
Wilson Roberto Batista, Deputado Estadual

Tags: condecoração, diamantina, Governo, MINAS, solenidade

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Será inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, que se encontra no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília, o nome de Getúlio Dornelles Vargas.

LEI Nº 12.326, DE 15 DE SETEMBRO DE 2010. ... PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:.

Lei 12326/10 | Lei nº 12.326, de 15 de setembro de 2010 ...

presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/1025195/lei-12326-10
Lei nº 12.326, de 15 de setembro de 2010.. Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de ...

LEI Nº 12.326, DE 15 DE SETEMBRO DE 2010 - Dados da ...

www2.camara.gov.br/.../lei/.../lei-12326-15-setembro-2010-608526-nor...
15 de set de 2010 - LEI Nº 12.326, DE 15 DE SETEMBRO DE 2010. EMENTA: Inscreve o nome de Getúlio Dornelles Vargas no Livro dos Heróis da Pátria.

Lei 12326/06 | Lei nº 12.326, de 12 de abril de 2006 ...

www.jusbrasil.com/legislacao/159461/lei-12326-06
Lei nº 12.326, de 12 de abril de 2006. Dá denominação a estabelecimento de ensino situado em Guapiara.

Doutor Getúlio Vargas no Livro dos Heróis da Pátria, íntegra ...

homemculto.com/.../doutor-getulio-vargas-no-livro-dos-herois-da-patria-in...
16 de set de 2010 - Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.326, DE 15 DE SETEMBRO DE 2010. Inscreve o nome de ...

Decreto do Município de Indaiatuba/SP nº 12.326 de 12.12 ...

www.fiscosoft.com.br/index.php?PID=311836&amigavel=1
12 de dez de 2014 - Reinaldo Nogueira Lopes Cruz, Prefeito do Município de Indaiatuba, usando das atribuições que lhe são conferidas por lei, especialmente ...

Portaria do Diretor 01737 - SARH de 16/05/2012 - Sistema ...

www.jflegis.pjf.mg.gov.br/c_norma.php?chave=0000035068
3º, da Lei nº 12.326, de 20 de julho de 2011 e Decreto nº 11.108, de 16 de julho de 2011. Publicação: Diário Oficial Eletrônico em 17/05/2012. Anexos: ...

Decreto do Executivo 11108 de 16/02/2012 - Sistema JFLegis

www.jflegis.pjf.mg.gov.br/c_norma.php?chave=0000034793
1 postagem
Data: 16/02/2012. Ementa: Regulamenta o art. 2º, da Lei nº 12.325, de 20 de julho de 2011 e o § 2º, do art. 3º, da Lei nº 12.326, de 20 de julho de 2011.

Lei nº 12.326, de 15 de Setembro de 2010 - 12326/10 ...

www.lexml.gov.br/urn/urn:lex:br:federal:lei:2010-09-15;12326
15 de set de 2010 - Lei nº 12.326, de 15 de Setembro de 2010. Data. 15/09/2010. Ementa. Inscreve o nome de Getúlio Dornelles Vargas no Livro dos Heróis da ...

[PDF]Comissão de Agricultura da Camara dos Deputados Plano ...

www2.camara.leg.br/.../audiencia-publica-07-de-abril-de-2015

segunda-feira, 6 de julho de 2015

10 anos sem Leonel de Moura Brizola

Neste 21 de junho, há 10 anos, perdemos a nossa mais autêntica e expressiva liderança e o Brasil ficou privado da sua maior referência política. Por oportuno, destacamos trechos do discurso proferido pelo nosso valoroso companheiro e competente Senador Cristovam Buarque, lamentando a ausência do grande líder no cenário político brasileiro: “Medimos os grandes políticos pela presença deles no cenário nacional quando estão vivos, mas medimos a importância dos maiores de todos pela ausência deles”. E Brizola foi um político de presença firme ao longo de todas as décadas de sua atividade política. Ele nunca esteve discreto na vida pública brasileira. Sempre teve um lado claro, firme, em defesa da Nação brasileira, em defesa dos trabalhadores brasileiros. Veja também: Vídeo: Direito de esposta de Brizola à Rede Globo Vídeo: OS CIEPs do Rio, modelos de escola integral O caso Proconsult, por Hélio Fernandes Proconsult, Globo, CIEPs, e as lutas de Leonel Brizola no livro "El Caudillo" Vídeo: uma das entrevista polêmicas de Brizola, no Roda Viva Brizola faz falta nesse mundo em que, aparentemente, não há bandeiras claras, nítidas. Ele carregava em si uma bandeira. Ele falava com uma posição, com um lado, com uma nitidez de princípios e de propostas, sem esse furta-cor que hoje caracteriza as bandeiras dos partidos no Brasil. Brizola faz falta na soberania nacional, na nitidez de posições que digam: existe um lado, e existe outro lado, não esse meio-de-campo em que todo mundo hoje está se misturando. Brizola faz muita falta, sim, porque era a voz, respeitada nacionalmente, capaz de colocar no cenário nacional a prioridade radical pela educação. É diferente o discurso que põe essa bandeira na boca de outros ou na boca do grande Leonel Brizola, até porque ele fez esse discurso há mais de cinquenta anos.Hoje, no momento em que o grande capital é o conhecimento, no momento em que a base do progresso é a educação, a fala de Brizola estaria incendiando este País por uma revolução. Brizola está fazendo falta, porque ele criou, há muito tempo, a verdadeira escola, que era o Centro Integrado de Educação Pública (CIEP): a escola de horário integral. Mas ele falou tão na frente, tão adiantado, que não conseguiu levar isso para o Brasil inteiro. Brizola faz falta por que seria capaz de conduzir o Brasil nessa revolução educacional que defendia em um tempo, antes de ser essa a verdadeira razão da revolução. O grande Brizola faz falta no momento em que as leis trabalhistas exigem alguns ajustes, mas não podem ser ajustes contra os interesses dos trabalhadores. Ele faz falta por que a voz dele seria a melhor para dizer que aqui estão as mudanças que podemos fazer, aqui está o limite além do qual a gente não vai, aqui está a maneira de mudar as leis, melhorando-as, não prejudicando os trabalhadores. Ele está fazendo falta, nesse momento, porque a voz dele daria uma força, uma credibilidade que nenhum de nós, políticos ainda vivos, temos. Brizola tinha os princípios, a história dos princípios, a palavra dos princípios. Por isso, faz falta. Brizola faz uma profunda falta também neste momento do vazio ideológico que vive a política no Brasil, porque ele nunca foi contaminado por uma ou outra ideologia. Ele construiu sua ideologia. Ele foi capaz de não cair nos “ismos” e criar o Trabalhismo junto com Getúlio, com Jango, com Pasqualini e com outros, mas a linha dele não seria afetada pelo debacle que a gente viu da maneira como o socialismo era feito. Hoje, lembramos a todos que houve um político que foi grande quando vivo e que ficou ainda maior quando a gente sente sua ausência. Viva Brizola, pelo seu tamanho em vida e pelo sentimento de ausência que ele nos passa!” O jornalista Petronio Souza, tão logo soube da morte de Brizola, assim definiu o grande líder: “Foi gênio e genial, homem raro, daqueles que nasceu lá para as bandas dos pampas do olhar reto, direto; engenheiro por formação, queria reconstruir o país, e estruturado em valores solidificados na pedra preciosa do nacionalismo autêntico. Não enxergava limites nem divisas, para ele a Nação era o todo, sem barreiras no amor incorporado. Agora, ficamos nós com o coração vazio. Muitos não concordavam, mas ouviam. Por autoridade nacional, ele repetia, repercutia. Agora, fica faltando um bravo no céu anil do Brasil. Fica faltando as sábias palavras do grande pai nacional que, sempre, para o bem geral da Nação, ponderava. Fica faltando Leonel Brizola, o homem que fez desabrochar uma Rosa Vermelha brasileira, dentro do peito dos verdadeiros filhos da Pátria”. Registramos a nossa profunda saudade, principalmente, neste momento, em que a corrupção, o nepotismo e a falta de ética corroem os poderes republicanos, sem que uma voz que tenha a sua credibilidade e a sua autoridade, levante-se na defesa do povo humilhado. Para nós seus amigos e seus companheiros e para mim em particular que em 1957, aos 19 anos passei a integrar a sua equipe na Prefeitura de Porto Alegre, Brizola vive, através do legado das suas idéias, da sua coerência e da sua coragem e determinação na luta da defesa dos interesses e dos anseios do povo brasileiro e, cabe a nós, os seus seguidores trabalhistas autênticos, dar continuidade aos seus projetos e as suas propostas consubstanciadas na Missão que ele legou ao PDT: “Nós temos a nossa responsabilidade com a história. Nosso partido é o único com determinação de assumir as grandes causas nacionais. Nenhum partido é tão nacionalista quanto o nosso. Queremos um país desenvolvido, autônomo, independente. Nós somos a emanação das lutas sociais. O Trabalhismo nasceu da Revolução de 30, de uma inspiração do Presidente Getúlio Vargas, que foi evoluindo de acordo com o processo social, empenhado em garantir direitos à massa dos deserdados.  Nós somos as verdadeiras reformas, a mudança, o voto rebelde. O PDT é um partido derramadamente democrático. Somos a expressão brasileira do socialismo democrático e tomamos a feição social democrata, pois é preciso chegar a um certo nível de igualitarismo para termos desenvolvimento. Nós temos genética, somos uma grande sementeira de idéias em beneficio do povo brasileiro. Temos que estar sempre onde está o povo. Existimos para dar voz aos que não tem voz. Nossa ancoragem é a área deserdada da população. Nosso guia é o interesse público e o bem comum”. (*) Hari Alexandre Brust é secretário-geral do PDT-BA (pdtbahia@hotmail.com)

domingo, 30 de março de 2014

A mídia e os EUA no Golpe de 64

Uma escalada de denuncismo sem base real contra o governo Dilma leva muitos a temerem uma conspiração midiática contra a eleição presidencial de 2014. Haveria clima para mais um golpe da mídia. Este é o tema deste vídeodebate com o professor Venício Lima, da Universidade de Brasília.
(Por FC Leite Filho) Nos diversos especiais que a mídia  vêm publicando sobre os 50 anos do Golpe de 64 houve poucas e desprezíveis alusões à participação determinante das próprias empresas jornalísticas, dos Estados Unidos e das multinacionais. As abordagens se concentram em desqualificar o presidente constitucional João Goulart e o líder nacionalista Leonel Brizola, por insistirem estes na implantação de um modelo de desenvolvimento com inclusão. Tal modelo, logicamente, contrariava os interesses dos trustes americanos, afetando seus lucros exorbitantes e remessas ilegais de divisas para o exterior. Como são até hoje, seus verdadeiros sustentáculos, e por isso entraram de sola no Golpe, que iniciou o ciclo das ditaduras militares mais violentas no hemisfério, os grandes jornais TVs e rádios, apelam para o velho truque de confundir, moldar e envenenar a opinião pública contra os líderes progressistas.
Os fatos, não obstante encontram-se devidamente documentados, inclusive em arquivos americanos, e mostram uma situação bem diferente, como analisa o politólogo brasileiro Luiz Alberto Moniz Bandeira, em seu livro recentemente reeditado – e ampliado – “O governo João Goulart Goulart – As lutas sociais no Brasil – 1961-1964″. Segundo o livro, o governo Goulart, que, nos  dias finais, exibia uma popularidade de 76%, foi deposto por um choque de desestabilização comandado pela administração americana, através de vultosos financiamentos à mídia, empresariado, parlamentares, governadores e sindicatos, tendo a assessorá-lo um exército de agentes da CIA, os quais, totalizavam 4.968, só em 1962, dois anos antes do desfecho.
livro moniz sobre Goulart especial vejaComo sempre calcado em documentos e seus devidos números e datas, o também historiador Moniz Bandeira constata: “Esses empresários articulavam o radicalismo de direita e patrocinaram a criação e o funcionamento de entidades como o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) e o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), em estreito contato com a CIA, que lhes forneceu orientação, experiência e mesmo recursos financeiros, abundantemente, no esforço de corrupção e intrigas, para influir nas eleições, impor diretrizes ao Congresso, carcomer os alicerces do governo e derrocar o regime democrático”.
O IPES, segundo o politólogo, era uma entidade sofisticada, “pretensamente científica”, cuja influência “estendeu-se aos jornais e outros órgãos de divulgação, sustentada não apenas pelas verbas que espalhava, diretamente, como pelo interesse das agências de publicidade, manipuladoras das contas das grandes empresas estrangeiras”.
Já o IBAD criou, em 1962, um ano eleitoral, a Ação Democrática Popular (ADEP), intervindo “abertamente na campanha, subvencionando candidaturas de elementos direitistas, que assumiam o compromisso ideológico de defender o capital estrangeiro e condenar a reforma agrária bem como a política externa independente do governo brasileiro”
O mesmo Instituto também se transformou “em uma holding, coordenando várias subsidiárias, entre as quais se destacavam a ADEP, a Ação Dee mocrática Parlamentar (ADP), a Campanha da Mulher Democrática (CAMDE) e a Frente da Juventude Democrática (FID)”. Seus tentáculos alcançaram o proletariado, com o esforço de constituição da Resistência Democrática dos Trabalhadores Livres (RESDETRAL), no Rio de Janeiro, e do Movimento Sindical Democrático (MSD), em São Paulo, que mantinham estreitos contatos com a AFL-CIO (central operária dos EUA) e funcionavam com base nas Confederações dos Trabalhadores no Comércio nos Transportes Terrestres”.
 
 
O governo dos Estados Unidos é igualmente citado pelo historiador, hoje radicado na Alemanha, como tendo transformado seus consulados em todo o Brasil “em bases de operação da CIA”: “O Itamaraty” – diz ele – “sabia que Harry Stone, representante da Motion Pictures, era agente da CIA, da mesma forma que Douglas MacLean, cæonsul dos Estados Unidos no Recife. Segundo Joseph A. Page, entre 1960 e 1961,  um dos três vice-cônsules naquela capital era agente da CIA, número esse que aumentou para dois, em 1962, e dobrou para quatro, às vésperas da queda de Goulart. O mesmo se passava nas outras cidades importantes, como Porto Alegre, de onde Brizola pediu a expulsão do cônsul Sharp, acusando-o de intrometer-se na política nacional”.
Agentes da CIA – A análise de “O Governo João Goulart” é meticulosa, quando trata da ação da CIA, Central of Intelligence Agency, que “desenvolveu intenso trabalho de espionagem para a desagregação do Brasil, para dividir o território nacional”.
- Realmente, até 1963, o Itamaraty concedera mais de 4.000 vistos e recebera solicitação para mais 3.000, cujo atendimento os militares nacionalistas obstaram. O certo, porém, é que cerca de 4.968 norte-americanos, conforme as estatísticas oficiais de desembarque, chegaram ao Brasil, apenas em 1962, batendo todos os recordes de imigração originária dos EUA e superando quase todos os números registrados durante os anos da Segunda Guerra Mundial, quando eles instalaram, oficialmente, bases militares  em diversos estados do Nordeste.
Na realidade, diz Moniz Bandeira, a maioria daqueles norte-americanos eram oficias das Forças Armadas instruídos e treinados em táticas e técnicas militares e paramilitares para o combate à insurgência subversiva. Integravam uma espécie de  exército secreto dos EUA, a Special Forces, e se tornaram conhecidos como Green Berets (Boinas Verdes) já a atuarem em cerca de 50 países, inclusive o Brasil, com a tarefa de combater movimentos de esquerda e reprimir intentos e  de insurreição.
John Kennedy e a OEA – Moniz Bandeira ainda releva a participação direta do presidente John Kennedy (1961-1963) na perseguição a João Goulart e a Leonel Brizola, assim como a manipulação de decisões da Organizações dos Estados Americanos (OEA) para pressionar o Brasil a autorizar uma invasão americana em Cuba, durante a crise dos mísseis de 1962. Uma carta de Kennedy a Goulart, “vazada em termos prepotentes, quase imperativos”, o presidente americano convidou o presidente brasileiro, “sem considerar sua posição a respeito do problema, a permitir entendimentos militares, com o objetivo de estudar a participação do Brasil no ataque a Cuba, ao lado dos Estados Unidos e de outros países do hemisfério”.
O livro “O Governo João Goulart”  revela que “O Departamento de Estado chegou ao ponto de modificar, sub-repticiamente, o documento aprovado (da OEA sobre Cuba), inserindo opiniões que não foram aceitas, a fim de comprometer todos os países, inclusive o Brasil, com a perspectiva de aplicação de ‘medidas de maior alcance do que as já autorizadas’, caso a situação exigisse”.
- Kennedy prosseguiu – continua – na escalada de pressões, com o objetivo de abater Goulart, forçando-o a transigir cm as pretensões dos EUA. Em outro pronunciamento, aludiu aos “problemas cruciantes” do Brasil, que “preocupavam consideravelmente os EUA, e citou a situação do Nordeste, onde a renda per capta era de US$100,00.
Para o autor, “essa ingerência aberta nos assuntos internos do Brasil, por um presidente dos EUA, era realmente insólita e abusiva. A declaração feita por Kennedy de que outra nação estava em bancarrota não tem precedente nas relações internacionais. Seus efeitos econômicos e políticos seriam evidentemente desastrosos para o Brasil, em especial para o seu crédito, considerando que a atuação partira do chefe do maior centro capitalista mundial”.
-Kennedy, sem a menor cerimônia, alinhou-se à oposição interna ao governo Goulart, como qualquer político brasileiro, a incentivar sua desestabilização.
Irmão de Kennedy – Outro ponto abordado pelo livro foi quando John Kennedy, no final de 1962, “mandou seu irmão Robert, secretário de Justiça dos EUA, entrevistar-se com Goulart, com o objetivo de extorquir-lhe concessões, mediante pressão e ameaças”.
- Esta súbita  viagem de Robert Kennedy a Brasília, sem que houvesse convite do governo brasileiro, gerou inevitavelmente  diversas especulações na imprensa e nos meios políticos. Noticiou-se que ele fora condenar a propalada infiltração comunista no governo, defender os negócios da Hanna (multinacional de minérios), cobrar indenizações à AMFORP e à ITT e exprimir o desagrado de Washington ante o crescimento do comércio do Brasil com os países do Leste Europeu, sobretudo à base de moeda-convênio, uma vez que se opunha a que o Brasil comprasse petróleo à URSS ou helicópteros à Polônia em troca de café.
Moniz sustenta que a conversa foi “um pouco dura”, conforme Goulart, “que repeliu a investida de Robert Kennedy, a propósito da alegada penetração comunista no governo, a redarguir-lhe que o problema sindical era de foro interno e não comportava interferência de nações estrangeiras.
Apoio da mídia - Na série de especiais da grande imprensa, iniciada com 44 páginas da revista Veja, edição 2.366, datada de 26/03/2014, o material, sem assinatura de qualquer repórter, a não ser a citação do nome da jornalista Vilma Gryzinski, como coordenadora, chega a justificar a participação das empresas jornalísticas no Golpe de 64, ao afirmar que o presidente João Goulart “foi alijado do poder pelos militares com amplo apoio popular, dos intelectuais e da imprensa”.
Nenhuma palavra sobre a dinheirama que receberam, como revela o livro de Moniz Bandeira, da CIA, das empresas multinacionais, da embaixada e do próprio governo dos EUA. Tampouco há referência à posição do diretor do jornal O Estado de S. Paulo, Júlio de Mesquita Filho, membro da cúpula  golpista, que chegou a pedir a intervenção militar dos americanos no Brasil. É importante transcrever este trecho de “O Governo João Goulart”, para se ter a dimensão do envolvimento da mídia, esta mesma que acusa de ditadores governos progressistas da atualidade, como os da Argentina, Venezuela, Bolívia et.:
“No dia 18 de novembro (de 1963), falando perante a Sociedade Interamericana de Imprensa, em Miami, o jornalista Júlio de Mesquita Filho, diretor de O Estado de S. Paulo, concitou abertamente os EUA a intervirem no Brasil, como Lacerda (CArlos) antes o fizera, na entrevista ao Los Angeles Times. Segundo ele,
“existe o perigo de o Brasil se converter em outro bastião comunista, como Cuba (…) Se o Brasil chegar a ter uma ditadura esquerdista, isto significará a guerra atômica. Se chegar a estabelecer-se uma cabeça-de-ponte russa no Brasil, os EUA terão de aceitar tal guerra e então será o fim”.
O especial de Veja limita-se a desqualificar Goulart, Brizola, Darcy Ribeiro e outros membros proeminentes do governo deposto:
-  Jango era o “Presidente acidental, hesitante, demagógico e aplicado no mau hábito populista de dividir os brasileiros entre os bons e os maus;
-  No governo Jango, comerciantes eram presos por especulação, sob aprovação popular, e o trecho mais aplaudido do discurso que ele fez no Comício da Central do Brasil, quando pretendeu mudar as regras do jogo em assuntos vitais, tratava do congelamento de aluguéis.
Sobre Leonel Brizola, a revista Veja diz:
- “planejava um golpe institucional que levaria, na sua concepção, à instauração de uma república sindicalista (bordão cunhado pela CIA que nem a própria revista consegue acreditar)”;
- “Brizola havia liderado a Campanha da Legalidade, em 1961, que garantiu a posse do vice Jangoe a defesa do plebiscito, em 1963, que devolveu ao cunhado (Brizola era casado com Neusa, irmã de Goulart) os poderes do presidencialismo. Não à toa, ele se sentia um pouco, ou talvez até muito dono da Presidência”.
O reacionarismo da revista, que perseguiu Brizola desde que este chegou do exílio em 1979 até sua morte em 2004, vai ao requinte de atacar até o CIEPs, os centros de escola integral que o líder trabalhista inaugurou no Rio de Janeiro, em seus dois governos (1983-1984 e 1991-1993). Numa apreciação sobre Darcy Ribeiro, chefe da Casa Cil de Jango e secretário de Educação de Brizola, Veja afirma: “Colou em Leonel Brizola… e se notabilizou como criador dos CIEPs, a delirante, por impagável e inadministrável, tentativa de dar educação integral mais comida e atendimento de saúde a todas as crianças pobres”. É a velha mídia, inescrupulosa e totalitária, enfim, fiel à sua tradição golpista e um perfil todo voltado para defender os interesses multinacionais e não o Brasil, onde vive e se locupleta.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

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